segunda-feira, 19 de abril de 2010

Fog, por Juliana Hollanda

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as letras saem tortas enquanto observo o horizonte reto e perfeito.
nos dia nublados as cores ficam pálidas e desbotadas como a minha vida.
os gatos miam porque têm pena de mim enquanto uma mulher conversa com um cachorro.
as palavras pastosas têm gosto de doce de leite nos dias nublados.

é tudo anti-natural numa vida sem cor.
tudo se resume a branco, preto e cinza.

os outros tons cobertos com a névoa fria da singularidade ficam pastéis.

os olhares alegres e cores vivas só existem nos dias de sol.

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