quinta-feira, 22 de abril de 2010

Não volte, por Lais Mouriê


Você voltou. Com seu cheiro mais cheiroso que todos os cheiros do mundo. Seu cheiro de macho que acabou de aspirar ar rarefeito das respirações entrecortadas de nosso hálito. Com gosto de café barato. E mal feito.

E nos amamos tão rapidamente que a única palavra que ressoa no meu útero é saudade. Aquela mesma que você disse quando me penetrou tão fundo que pensei que nosso filho estava há anos em meu ventre. Esperando você dizer que queria libertar-se de todo seu tédio pelas minhas entranhas.

Mas não volte, a não ser que meu corpo seja sua libertação.
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Um comentário:

Larissa disse...

Adoro seu blog,leio sempre,todos os dias e o que eu mais gosto nele são as postagens sobre amor,paixão.