segunda-feira, 10 de maio de 2010

das escrituras escondidas no monte mais alto (III)

era uma borboleta preta
feia, feiosa
diferente das outras.

feia, diferente das outras,
mas esperta
não era feliz e nem procurava a felicidade.

não estava em busca
-de nada-
apenas vivia,
voava; vagava.

passava por lugares,
sorria, conversava, brincava;
vivia!

estava no mundo apenas.

era diferente e não se importava com isso:
com a falta de abrigo,
com o desamor.

ela estava certa, era diferente
de mim.

Um comentário:

jefhcardoso disse...

Juliana, será que essa borboleta realmente não é feliz? Bem me parece que ela vive muito bem(sorrio).
Aproveito a sorte de estar aqui em seu blog e lhe convido para opinar em meu trabalho que já dura quase três meses (O Diário de Bronson).

Abraço do Jefhcardoso do http://jefhcardoso.blogspot.com